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Não é uma cicloviagem, mas é um belo passeio !!!

Boa noite pessoal.

Ontem durante o dia decidi sair para o litoral de bike. Comecei a preparar as coisas, planejei (com a ajuda dos amigos do pedal...) e deixei tudo prontinho para sair as 5hs da manhã.

Porém, não sei porque, o despertador do meu celular simplesmente não tocou (E se é que tocou, eu não ouvi, hehehe). Acabei acordando 8:30hs... Infelizmente acabou ficando tarde para um pedal mais longo como eu tinha planejado.

Como a minha esposa estava com o carro do trabalho dela, eu acabei ficando com o nosso carro (coisa difícil de acontecer num sábado) e decidí fazer o pedal de (RE) inauguração da DB, versão AM/DH, que eu tinha terminado de montar durante a semana.

Então, com um tempo agradável e um um céu azulzinho, decidi rumar para Paranapiacaba. Como não havia chovido durante a semana, acreditei que as trilhas estariam mais secas, e mais rápidas, próprias para o teste da bike. Acabei acertando EM PARTES... A maior parte estava seca, porém as que estavam molhadas....Vixe...

Bom, cerca de 10hs e eu já estava descarregando a bike do carro. Um pequeno preview da DB, com pneus 2.4. Detalhe que baixei o selim bastante depois dessa foto... Não sei o que me deu para deixar ele tão alto assim....
Detalhe para o câmbio XT, com roldanas KCNC rolamentadas.
Estréia para os freios novos. Mesmo com disco 203mm, na roda aro 29", parece ficar pequenino...
Na verdade, a idéia inicial era mesmo rodar na terra, até a fazenda Taquarussu e dar uma volta, sentindo a bike. Mas não pude resistir ao passar pela Trilha do Portão, aparentemente sequinha... Eu disse APARENTEMENTE...
Notem que a mata está tão fechada, que até ficou escuro... Mas o calor é de matar !!!
Visão da saída do single, rumo à uma clareira. Nessa subida aí, eu já estava rodando de coroinha...
Até então... tudo bem. O Pneu Nevegal dando show de tração e o XT me fazendo lembrar que eu perdi um Sram X9 nessa trilha...
Alguém se habilita??? Depois da curva, vem uma séria de descidas alucinantes...
Mas eu não contava com... ISSO !!!
Aqui, já na metade da trilha... Os pneus cobertos de barro, mas incrivelmente tracionando perfeitamente. O pneu dianteiro Racing Ralph tem cravos baixos, mas uma aderência muito boa. Já o Nevegal é quase um trator, dá gosto de passar pedalando pelo barro.
Mais descidas com erosão...
Até que aconteceu o inevitável... Meti o peito e a cara no chão, tô com o queixo todo ralado...
Apartir daí, resolví ir mais devagar, mais tranquilo. Achei esse riozinho no meio do nada, e consegui me lavar um pouco. Meu pescoço e a minha mandíbula estavam doendo um pouco, provavelmente por causa da pancada... Nunca tinha caído de cara no chão!!!
Que lugar bonito... Me achei naqueles vídeos gringos de bikes !!!
Hora de retornar...
E dá-lhe subida... Tinha esquecido como é dificil pedalar em cascalho solto...
Mas qualquer esforço, é facilmente recompensado com esse visual: Fazenda Taquarussu.
Descansei mais um pouquinho e me mandei pelo trecho de volta, que tem muitas descidas rápidas e não parei mais para tirar fotos. Apesar do rolê ter sido curto, tinha me esquecido como cansa pedalar em trechos travados. Na descida não dá para relaxar porque tem muito buraco e curvas fechadas, na subida tem que rodar muito na coroinha para não perder a tração. Cheguei em casa mais cansado do que se tivesse rodado 100km na estrada...

Bom, nem preciso dizer que a bike está perfeita. O câmbio XT, em conjunto com os trocadores LX são macios e precisos, mesmo quando estavam atolados de barro e as roldanas KCNC nem de longe pensaram em travar, coisa que o meu antigo X9 fazia toda hora. A corrente escolhida foi uma LX, com powerlink Sram, que fez toda a diferença no riozinho, porque deu para tirar a corrente e dar uma lavada rápida.

A escolha dos pneus/cameras foi uma das mais acertadas que eu já tive, e valeram cada centavo. Estou usando camaras Piramid, porém com líquido selante dentro delas e isso me possibilitou a andar com 40PSI a maior parte do tempo, sem qualquer furo.

Mas o detalhe mais marcante ficou por conta dos freios. Avid BB7 com manetes SD7 (Brigadão pela dica André !!!) São os melhores freios que eu já tive na minha vida, possuiem uma potência gigantesca que chega a assustar e uma modulação suave comum aos freios hidráulicos. Eu posso dizer, sem sombra de dúvida, que eu me dei melhor com esses freios do que com os meus antigos Juicy 5. Mesmo cobertos de barro, eles continuam freiando bem e se começar a raspar nos discos é só reajustar com os botoes vermelhos.
Bom, é isso aí. A trilha é curtinha, mas complicada de pedalar. Quem quiser se aventurar, segue a altimetria do lugar.... Uma verdadeira montanha russa !!!









Paranapiacaba - IDA e VOLTA: 107km

Olá pessoal,

Esse passeio eu realizei no dia 19/11/2008, nos dias finais das minhas férias do ano passado


Curtindo os últimos dias de férias, saí ontem para mais um passeio por SP.
Aproveitei para testar o quadro e os pneus novos e não poderia ter encontrado um dia melhor.
Tbm aproveitei para testar o novo bagageiro, instalado no mesmo esquema do nosso colega Alcaide. Reinstalei o bauleto, que tanto me ajudou na viagem para Ilhabela.

Os pneus novos são os Maxxis Detonator 1.5. Se eu soubesse como seria pedalar com pneus 1.5, teria comprado há muito mais tempo. Os pneus tem uma rolagem muito boa, além de dar uma segurança maravilhoso, pois, como uso aros de DH, ficaram mais largos do que o normal. Dá para pedalar tranquilo em acostamentos e até em trechos de terra batida sem problemas. Como peguei chuva, lama e areia em todo o trecho de ida (54km), posso dizer que passou no teste com folga.

O quadro é bom, cumpre o seu propósito em sua faixa de preço. É um quadro leve (1980kg - modelo 21"). Tem o ângulo da caixa de direção maior do que o meu quadro anterior (Comet) deixando a frente da bike lenta, mas como o entre-eixos é maior, senti a bike mais estável nas descidas. O que estranhei no quadro é que ele apresenta uma torção na região da caixa de direção e na região do movimento central que as vezes incomoda. Mas é um quadro confortável, com a posiçao de pedalada bem confortável.

A pedalada foi muito gostosa. Saí da minha casa em SP por volta das 10:25hs da manhã e cheguei em casa as 19hs !!!! Claro que parei bastante, tirei muitas fotos, almocei calmamente e ainda fiz um bom lanche na pamonha (Rod. Índio Tibiriça). Somente para constar: A região é de serra, então normalmente está frio. Em Paranapiacaba está sempre chovendo e muito frio, com aberturas de sol. Então leve pelo menos outra camisa para voltar pedalando seco e uma blusa, para usar enquando estiver na Vila.

Segue abaixo os dados da pedalada e as fotos. Espero que gostem !!!
 
Detalhe da fixação do bagageiro:

A braçadeira do Tora Bora é virada para frente. Peguei outra braçadeira, limei a parte de dentro (tirando aquele degrau interno) e instalei logo abaixo da braçadeira original, assim o canote agora conta com 2 apoios.

A bike inteira:

Saindo de SP, Anchieta parada e garoa fina:

Chegando em São Bernardo, a garoa aperta:

Para quem não conhece a saida:

À esquerda: Rod. Índio Tibiriça, a direita: Estrada Velha de Santos (Fechada p/ Bikes)

A neblina começa a baixar e uma chuva começa a cair:

O caminho é repleto de subidas e descidas, até o final:

E a neblina toma conta de tudo. Um frio de rachar !!!


Essas torres de alta tensão, na chuva, fazem um barulhão. É de assustar...

Chegada à Vila de Paranapiacaba (Parte Alta). Deste mirante, em dias de sol, dá para ver todo o litoral de SP. Dizem tbm que daqui sai uma trilha, à pé até São Vicente.

O Visual com neblina já é lindo, imagina com sol.

Dá para ver certinho Mogi Das Cruzes.

Daqui do alto da para ver melhor, é só tomar cuidado para subir a escadinha. Se estiver molhado e de sapatilha, tem que ficar esperto:



Descendo para a vila, cuidado com os paralelepípedos. São muito escorregadios.

Antiga passarela. Se forem passar aqui, favor ir empurrando a bike, é proibido passar pedalando.

Imagina acordar de manhã neste hotel??? Quanto verde hein?

Antiga estação de trem, esta estação é aquela que funciona com o sistema de contrapeso, um trem só sobe, se tiver outro descendo, eles são presos por um sistema de cabos, que fica exposto na antiga casa de maquinas, que virou um museu. No dia estava fechado, mas não sei se está funcionando o Museu, pois não ví nenhuma placa:



Antigo posto médico da EFSJ (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí). Hoje funciona lá uma espécie de balcão de informações sobre a cultura e passado do local, tbm com dicas de hospedagem e restaurantes.

Carcaça de trens antigos por todo lado. Tem que ficar esperto, pois de vez enquando, os trens que ainda circulam soltam aquele apito. Dizem que é ouvido à mais de 10km de distância, imagina aqui em cima deles. Mas agora somente trens de carga.


Estado da bike com o ciclotur "offroad" pois com chuva, tudo de torna barro.

E é chegada a hora de mandar um PF no bar da Zilda. Preço R$6,50 (Aceita Cartão de débito). Comida gostosa e bem servida.

E em Paranapiacaba é assim: Ou está chovendo, ou está muito frio. Hoje fez os dois.
Tive que esperar mais de uma hora para retornar, pois chovei bem pesado. Enquando isso, mandei um Gatorade, para aguentar os mais de 50km de volta.

Na volta não tirei fotos, estava muito frio e queria chegar logo em casa, para evitar a hora do rush na Anchieta. Dei somente uma parada no Riacho Grande para fotografar essa parte da represa, que com o sol resolvendo dar uma aparecida, deixou o lago todo prateado. Lindo !


Saída: 10:26hs

Chegada: 19:13hs
Distância total: 107,22km
Tempo pedalado: 6:25hs
Velocidade média: 16,7km/h


Ciclopasseio Paranapiacaba 04/07/2009

Boa noite pessoal,


Nesse ano tenho me dedidado à usar a bike como meio de locomoção diário. Tive alguns contratempos como todos já sabem, mas o que eu realmente gosto é de passear com a bike, sem compromisso.

Fazia um bom tempo que eu não dava uma esticada, acho que por causa do frio (acordar cedo não é o meu forte). Mas acabei realizando hoje uma antiga vontade: Andar de trem!! Isso mesmo, desde pequeno que eu não andava. Aí aproveitei o rolezinho até Paranapiacaba e voltei de trem com a bike !!!

Bom, não saí muito cedo, por causa do frio, mas não sabia o que ia enfrentar. Sabia que a região é de serra, mas não imaginava tanto frio e neblina. Pedalei o tempo todo com o farol e a lanterna ligados, mesmo na Anchieta, tamanha era a neblina. Graças aos céus que eu resolví ir de calça, pois se tivesse de bermuda teria sérios problemas.

Taí a saída de SP, na Rod. Anchieta, já fazia frio, ainda mais em cima da passarela:

Aqui eu me animei, o tempo começou a abrir:


Mas ao olhar para o lado do meu destino, constatei que as coisas ficariam feias:


Início da Índio Tibiriça, garoa fina e solzinho...


A bike estreiando a suspa e os freios a disco mecanicos:


A Rod. Índio Tibiriça está em obras, e como estava muita neblina, resolvi pedalar forte para ganhar tempo. Vários trechos sem acostamento. Só parei em Rio Grande da Serra para encher a garrafa de água. E dá-lhe frio e neblina:


Aqui o acostamento virou pista. Está bem perigoso pedalar por aí:


Parei um pouco para descansar. Liguei para a minha esposa e ela disse que estava sol em SP. Aqui frio e com garoa fina... Dá para entender esse clima??



Aqui a neblina deu uma pequena trégua... Até dava para enxergar uns 20metros:


Aqui já na vila, no Mirante do Rio Mogi... Visibilidade 0%


Olhando no GPS... 6º às 13:47 da tarde.... Incrível !!


Dizem que daqui saí uma trilha até Mogi... Um dia quero tentar achar!!! Mas hoje não ví foi nada!!!


Lá embaixo, mais frio. O tempo nublado e garoa fina:


Ollha o sol aparecendo de um lado ...


Olha a garoa vindo do outro....


Bonita vista da vila:


Bom, para variar, almocei e dei aquela descansada. Levei uma outra camisa de ciclismo para trocar, para evitar ficar com a camiseta molhada. Como estava muita neblina, nem dava para tirar fotos. Peguei a bike e pedalei forte até a estação de trem...


Até estranhei a gentileza dos funcionários da CPTM....

E aí, finalmente, matando a vontade de andar de trem... Voltando para a selva de pedra, como diria Waldson...


Desculpem a qualidade das fotos. O dia estava meio escuro e eu não regulei direito a camera.




Quilometros rodados: 66,8km
Média: 14,7km/h
Tempo total (sem contar o trem, é claro...): 4:31hs
Baixas: Nenhuma
Felicidade: Máxima!!!